segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Two years ♥

(nas fotos: nós)

    Meu amor, a nossa relação começou como sendo uma simples relação de amizade e naturalmente evoluiu para um sentimento de maior importância: o amor. Em pouco tempo apaixonei-me verdadeiramente por ti. O meu coração acelerava sempre que estavas por perto e começas-te a ser motivo de conversa todas as manhãs. Comecei a ver-te com outros olhos, a reparar em todos os teus detalhes e pormenores. Comecei a querer estar contigo, a querer estar sempre a falar contigo. E comecei a querer-te para mim, a desejar-te, mas ainda assim tinha medo. Só o que eu sentia por ti não era suficiente. Precisava de saber se o sentimento era mútuo ou se era apenas eu que estava apaixonada.
    A verdade é que não precisei que me admitisses nada. Na madrugada do dia vinte de fevereiro de dois mil e dez, na ilha da Madeira, provaste o que eu tanto desejava saber. Foste ter comigo no momento em que lágrimas me corriam pela face por motivos inúteis, deste-me a tua mão e caminhámos de mãos dadas. Tu disseste “Isto vai doer”, mas ambos sabíamos que ia valer a pena. E de mãos dadas contigo sentia-me com força suficiente para lutar. Depois, inesperadamente beijámo-nos em frente de quem não gostava de nos ver juntos. E como já estávamos à espera, fomos alvo de olhares e comentários insignificantes. A verdade é que teres ido ao meu encontro quando eu mais precisava, provares o que sentias por mim e proporcionares-me momentos de amor e carinho foram pequenos grandes gestos com um enorme significado para mim. E foram absolutamente os gestos mais bonitos que alguém fez por mim.
    Depois desta memorável noite a nossa relação tem evoluído todos os dias até hoje. Todos os dias me dás mais e mais razões para te amar e para ter orgulho em ti. Continuas a ser a pessoa que és. És simples mas ao mesmo tempo complexo. Consegues facilmente transparecer o que estás a sentir como igualmente tens o dom de ocultar todos os teus sentimentos e deixar-me confusa. És sincero, verdadeiro e humilde. Sempre foste honesto comigo. Sempre foste tu próprio. E nunca me mentiste, nunca! És doce, carinhoso e também consegues ser romântico. Proporcionas-me momentos perfeitos. Amo todos os teus miminhos e quando digo que és “chato” significa que quero que me dês mais e mais pois nunca é demasiado! És divertido, alegre e brincalhão. Estás sempre feliz, bem-disposto e sempre com um sorriso contagiante! E estás sempre a levar-me ao limite com as tuas brincadeiras de cócegas. És protector e corajoso. Estás sempre disposto a levar-me a casa seja seis da tarde ou seis da manhã. És lindo, verdade que és. Eu só nunca o digo porque tenho vergonha, vá-se lá saber porquê! És lindo por fora e por dentro. Podia até dizer que és perfeito, pois aos meus olhos és perfeito. Para mim és perfeito. Gosto de tudo em ti e sempre vou gostar. Eu sei que sim.
    Gosto dos teus beijos rápidos. Dos teus beijos demorados. Daqueles que são dados na testa ou mesmo na bochecha. Gosto da tua barba por fazer mesmo que não admita. Gosto do teu cabelo encaracolado. Gosto da forma desajeitada como o “penteias” e da forma persistente de passar uma madeixa de cabelo para o lado direito da testa. Gosto de te ver com t-shirts pretas. Ou com as tuas calças pretas justas. Gosto dos nossos passeios de bicicleta. E das nossas caminhadas até à baixa para alimentar os pombos. Gosto de acordar primeiro que tu e poder acordar-te com um irritante “Bom dia!”. Gosto das noites em minha casa. Das noites em tua casa. Gosto dos teus olhos e dos teus lábios. Do castanho esverdeado dos teus olhos e do contorno perfeito dos teus lábios. Gosto de vestir as tuas t-shirts. E de dormir com os teus casacos a emanar o teu perfume. Gosto de como brincas comigo fazendo-me rir. Gosto da tua família. Gosto de escrever para ti. De escrever sobre ti. Gosto de quando me levas a casa. De quando te convenço a ficar. Gosto de quando me chateio por veres televisão quando só tenho ciúmes por querer ver também. De quando insistes em mexer a comida que está a cozinhar. Gosto de quando vemos filmes e comemos pipocas. Gosto de caminhar de mãos dadas contigo. É um orgulho. Gosto que me dês colo, beijinhos e abraços. Gosto quando me mexes no cabelo. Quando colocas uma madeixa atrás da orelha. Gosto de beijos no pescoço. Gosto de sentir a tua respiração na orelha. De quando fazes o meu corpo arrepiar. Adoro quando fazemos amor. De quando o fazemos à luz das velas. Gosto quando dizes que algo em mim me fica bem, mesmo que eu não faça o mesmo. Gosto da tua maneira de andar. Da tua forma de vestir. Dos teus casacos com capuz. Gosto quando dizes que me amas. Gosto que o segredes, que o digas em voz alta, em inglês ou de o perceber através do teu olhar. Gosto de ti. Gosto de olhar para ti. Gosto de te dizer que te amo. Gosto, gosto, gosto! Eu amo-te. Do fundo do meu coração: eu amo-te mesmo meu amor.
    És um anjo para mim e como tal mereces mesmo que te felicite por hoje, dia vinte de fevereiro de dois mil e doze, comemorarmos dois anos de namoro, pois se há alguém que tem investido nesta relação és tu! E sabes tão bem quanto eu que és tu quem possui toda a paciência do mundo para me suportar. E se existem dias em que eu acredito que a mesma se está a esgotar, imediatamente afugentas essa ideia da minha cabeça, pois durante os setecentos e trinta dias da nossa relação (sim, setecentos e trinta!) permaneceste sempre comigo independentemente da minha disposição. E sei que vai continuar a ser assim! Nunca me desiludes e acredito que nunca o farás.
    Eu amo-te tanto mas tanto que não consigo descrever nem com infinitas palavras! E sei, claro que sei, que não demonstro o sentimento que nutro por ti através das minhas acções, mas eu não sou perfeita, e como tal tenho os meus defeitos. Não te dou o merecido valor e muitas vezes não sou correcta contigo. Falo sem pensar e noventa e nove por cento das vezes arrependo-me no minuto seguinte. Depois sinto-me envergonhada e desiludida comigo mesma. E tu sabes disso. Então eu choro. Choro por saber que não agi de forma correcta, choro porque sei que sou imatura, injusta e incorrecta contigo Eu não sei justificar a minha maneira de ser, pois és tudo o que eu sempre quis. E eu sou feliz contigo, verdade que sou! Mas começo a chegar à conclusão de que eu sou mesmo assim. E tu, meu feioso, aceitas-me tal e qual como sou. O que me deixa bastante orgulhosa de ti e capaz de tentar melhorar por ti!
    Sabes, demorei vários dias a escrever este texto para ti, a tentar encontrar as palavras certas para descrever o quanto esta data é importante para mim, mas tudo o que escrevia não me parecia suficiente e adequado. E tudo o que já escrevi ainda não me parece suficiente. E quero que me perdoes por parte deste texto ter sido redigido a chorar, mas só assim conseguia chegar ao fundo do meu coração para descrever a importância que tens na minha vida. E admitamos, o teu mundo seria bem mais fácil sem mim, mas com certeza que não seria o mesmo. Amo-te. Com amor,
Joana.
Não era suposto teres tido acesso a este texto desta forma,
mas como esteve tudo contra mim não to consegui entregar em papel como desejava.
Tenho pena, tenho mesmo.


4 comentários:

  1. Que tenham muitos mais anos felizes ao lado um do outro. Beijinhos :)

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  2. Que texto tão (tão!) bonito e eu revi-me em quase todas as palavras :)

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Obrigada pela leitura. :)